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Pequeno Dicionário dos Quadrinhos
Por El Cid da Silva

" A de amor
   B de baixinho
   C de coração
"
                       - Xuxa


(Obs: Bwahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!)

Arte Seqüencial: É um conceito criado pelo grande Will Eisner, que define toda e qualquer forma de arte que conte um história ou fato através de uma seqüência de imagens. As histórias em quadrinhos são uma forma de arte seqüencial, mas não são a única. Uma série de cartazes, um storyboard (rascunho das cenas em quadros) para cinema ou mesmo os desenhos que os homo erectus faziam nas paredes de suas cavernas podem ser considerados arte seqüencial. Tome Bala, Mi Zifio!
Requadros: O elemento básico dos quadrinhos. É onde estão envolvidas as imagens, balões e onomatopéias que nós vemos. Digamos que cada um deles é uma seqüência da história. Junte vários deles numa página e você tem um pedaço da história. Parou-se de chamá-los de quadrinhos e passou-se a chamá-los de requadros porque hoje em dia sua forma nada tem a ver com quadrados. Um requadro pode assumir a forma que o autor quiser, de círculos a triângulos. Basta ver o que um quadrinista como Will Eisner faz com eles...

Onomatopéia: Todas as tentativas de reproduzir som, só que de forma visual, no papel. Uma onomatopéia é um BLAM, um CRASH, um BÓING e um SMACK, que, colocados numa história em quadrinhos, dão a impressão de que se está ouvindo um som. Quem, por exemplo, não sabe que som seria um BANG? Will Eisner (The Spirit) e Walt Simonson (Que fez o Thor durante muito tempo) são mestres em onomatopéias e em suas diferentes tipologias (tipos de letras). Aqui no Brasil, um dos mais empolgantes artistas na utilização deste recurso é o mineiro Ziraldo. 

Balões: Um recurso importante nos quadrinhos, desenvolvido por Richard Outcalt, pai do Menino Amarelo (The Yellow Kid), considerada a primeira história em quadrinhos do mundo (publicada entre 1895 e 1896). O surgimento do balão é que marca também o surgimento dos quadrinhos. Esta você sabe: balão é todo recurso gráfico que envolve as falas e/ou pensamentos dos personagens num gibi. E de acordo com o formato do balão, você sabe se o cara tá gritando, sussurando, pensando, se tá sendo frio ou se tá contente. Ultimamente, os autores tem usado certos tipos deO cara viu a Mari Alexandre, meu! balão pra caracterizar a fala específica do personagem. Como exemplo, a gente pode pegar o balão sombrio do Sandman, ou então o balão congelado do Homem de Gelo, ou ainda o balão pegando fogo do Tocha Humana.

Quadro de Narrador: Conforme pudemos ver na estréia das aventuras solo do Deadpoll no Brasil, um quadro de narrador é aquele que abriga as falas de alguém que esteja narrando a história ou mesmo uma determinada cena, de fora dela, seja ele em terceira pessoa (um narrador fora da história, indeterminado) ou em primeira pessoa (um personagem de dentro da história a narra).

Meta-Requadro: É um requadro enorme, que pode vir a ocupar um página inteira. Na verdade, pequenos requadros podem estar dentro dele, formando um quadro maior, por exemplo. 

Diagramação: A forma como ficam dispostas as páginas numa revista, os requadros na página e mesmo todos os elementos dentro do requadro. A Image inaugurou uma tendência de fazer páginas com diagramação totalmente pôrra-louca, mas um dos perigos de fazê-lo é dificultar a leitura e o entendimento da história. Um excelente exemplo de diagramação criativa e entendível é a história "O Celestial e o Profano", de Rick Veicht, com Jonh Constantine e o Monstro do Pântano.

Retículas: São uma das mais clássicas formas de sombreamento, usando pequenos pontos um do lado do outro para brincar com luz e sombra e para dar profundidade e volume. Quanto mais próximos e mais grossos forem os pontos, mais escura estará a cena. Um dos grandes mestre em retículas é Matt Wagner, autor do independente Grendel.

Visual (e não Ilustração): Só pra lembrar: imagens em quadrinhos são visuais, e não ilustrações. Uma ilustração simplesmente ilustra (como o próprio nome já diz) e um elemento visual interage com textos e com a diagramação de forma a criar e contar uma história.

Arte-Final: Ao contrário do que se pode ver no filme "Procura-se Amy"(Chasing Amy), no qual o diretor Kevin Smith brinca, dizendo que o arte-finalista tem a única função de passar por cima do que o desenhista faz, sua função é muito maior. Um arte-finalista dá o acabamento ao desenho, cria novos efeitos de luz e sombra, e também dá volume e profundidade a ele. Cada arte-finalista tem um estilo, que pode modificar completamente o desenho inicial. Um exemplo disso é o trabalho de Mark Texeira como arte-finalista, deixando todos os traços paracendo com o seu quando ele desenha.

Argumento: A diferença entre o argumento e o roteiro de uma história é bastante simples: um argumentista cria todas as tramas (plots), e a forma básica da história e por onde ela deve seguir. O roteirista é quem vai lapidar e trabalhar melhor esta história, criando as situações, diálogos, situando personagens e cenários...

Timing: É mais ou menos a contagem de tempo (não necessariamente o tempo do relógio, mas de narrativa mesmo) numa história em quadrinhos. Segundo Will Eisner, é "o uso dos elementos do tempo para a obtenção de uma mensagem ou emoção específica".

Ops! Olha um carneiro tomando porrada ali, olha!Pantomima: Contar uma história usando apenas imagens e expressão corporal, sem necessidade das palavras. É um trabalho difícil de se fazer, e que poucos roteiristas conseguem passar de forma eficiente para os desenhistas.

Graphic Novel: É uma história completa, com caráter artístico, publicada num formato especial e com capa e papel de luxo.

Splash Page: Nome muito usado pelos artistas americanos de quadrinhos de super-heróis. Descreve aquelas páginas de efeito, com um meta-requadro que ocupa toda a página. É muito comum o Galactus aparecer pela primeira vez numa história em páginas como estas, conforme faz piada Sergio Aragonés em Aragonés Massacre a Marvel.

TP: Outro termo bastante comum no mercado americano, que nada mais é do que a republicação encadernada e com capa dura de determinadas séries originalmente em capítulos.

Hard Cover: Como os gringos chamam gibis de capa dura.

Charge: É você contar, de forma humorística ou não, e na maioria das vezes fazendo uma crítica, um fato do dia-a-dia, num único quadro ou então no máximo em três (criando aí uma pequena História em Quadrinhos fechada). É comum ver este tipo de coisa nos jornais, logo na segunda página, perto dos editoriais. Dois grandes chargistas brasileiros são os irmãos Paulo e Chico Caruso.

Caricatura: É a reprodução de uma pessoa por forma de um desenho exagerado, que exalte alguma de suas características físicas, tornando-o humorístico. Os caricaturistas, por exemplo, costumam desenhar o ex-presidente Itamar com um topete gigantesco, um exagero perto do real. Além de chargistas, os irmãos Caruso também são excelentes caricaturistas, em especial quando os alvos são pessoas do meio político.

Bibliografia: Quadrinhos e Arte Seqüencial, de Will Eisner.

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I wanna Rock n'Roll All Nite...and party every day! :P

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